Cenário show Zilah Machado
O olhar AMAdor da Arte

2002 foi o ano que entrei para o Instituto de Artes da Ufrgs. Naquela época sonhava com o mundo das artes e tinha a mesma noção que qualquer leigo no assunto tem: Que os pintores clássicos eram o máximo, que deveria ser uma técnica dificílima pintar como Velasquez, que esculturas eram obras que eram feitas de argila e que se o artista quisesse dava um banho de bronze pra ter cara de metal. Visitar qualquer ateliê era uma dificuldade, pois mal sabia onde eles se escondiam e nunca me passaria pela cabeça que era só bater na porta. Acesso para a arte, pra mim, só por revistas, museu e quando muito uma galeria. Estar visitando uma galeria ou conseguir ser amigo da pessoa que cuidava da galeria era um feito. Quando visitava alguma exposição, quase em sua maioria, admirava a técnica do artista, muitas vezes ficava bem mais de um minuto olhando os trabalhos e tentando decifrar-lhes técnica ou sentido. Lembro de ter ido em uma ou duas exposições na abertura e me senti uma intrusa, achava que precisava de convite VIP para estar ali.
2003 - Logo no primeiro ano da academia, minha sede de me "in-turmar" era enorme. Meu fascínio por finalmente estar ali era tanto que em muitas ocasiões passei por ingênua, imatura e ansiosa, achando que meus primeiros rabiscos já poderiam ser a centelha da arte, como todos que se iniciam em alguma técnica. Comecei a conhecer alguns artistas e finalmente consegui acesso aos atelier onde ocorria essa grande mágica. Bati na porta de um deles e fui recebida com grande naturalidade e certo espanto (mais tarde descobriria que são muito poucas pessoas que visitam um atelier do nada...). Qualquer um que estivesse um semestre na minha frente eu já achava que podia ser um referencial. Lembro bem da primeira vez que sai em grupo da faculdade para sentarmos todos numa única mesa do Mariu´s na Osvaldo Aranha e cada um fazia um desenho ou mostravam uns aos outros a produção do dia, fiz alguns desenhos desse dia e ganhei alguns trabalhos que guardo até hoje como doce lembrança. Durante um bom tempo foi assim e me vi vivendo aquela espécie de boêmia acadêmica especial de quem faz arte. Tudo era motivo pra vinho e desenhos, para festinhas de desenho de observação, modelos e muito vinho e a arte se entrelaçava com isso e me sentia em 1890/1920 como se fossemos Dali, Gala, Anaïs, Picasso, Buñel, enfim...Naquele tempo as festas no Centro Acadêmico eram orgias de vinho e outras substânciass etílicas e fumacentas, mas por outro lado, muita gente se manifestava artisticamente, happenings, jam sessions, músicas e poesias profanas, instalações e performances, o IA efervescia, vivo sob a batuta insurgerente de Rodrigo Uriartt e Cia. Mas dai Rodrigo saiu, resolveram organizar tudo, proibir o cigarro, a bebida, a criação se tornou mais focada...se por um lado se tornou instrumento de profissionalização, por outro perdeu um pouco da alma...Ou eu, que estando terminando o curso comecei a me afastar e me levar a sério, questionar minha produção, dar-lhe um sentido que formalizasse meu trabalho de conclusão.
Entre 2004 e 2006 me apaixonei muitas vezes pela arte e seus artistas, e como amores de verão, logo o próximo fazia esquecer o último. Descobri que Velasquez era lindo na sua época, mas nos dias de hoje já teríamos a fotografia para registros do mesmo tema. Os surrealistas, apesar de uma boa referência até hoje, ainda assim davam muito mais importância aos temas do que aos aspectos formais da arte. Do meu ódio ignorante sobre arte conceitual nasceu um novo mundo de entendimento e possibilidades de interpretação tanto da arte como do próprio mundo. Passei pela Pop Arte e achei que haveria possibilidades dela se tornar contemporânea, mas acabei descobrindo da importância do contexto histórico. Aliás, descobri que existem os aspectos formais da arte, que não é reconhecer se ali existe um círculo ou um quadrado, mas que é um conjunto de critérios técnicos para se construir harmonias que sejam agradáveis ou não ao olhar. Descobri o que era algo desconstruído e que na sua reconstrução aplicávamos técnicas de composição. Descobri que qualquer um se expressa e que poucos querem meus sentimentos, mas que arte é reflexão, conteúdo de idéias, é muito mais que decoração.
Nessa época pertenci à vários grupos de atelier onde descobri a dificuldade de trabalhar em coletivo, mas também a delícia e a dor de poder comentar os trabalhos entre meus colegas. Foi a época em que meus conhecimentos sobre arte realmente floresceram, graças à convivência com Adauany Zimovski e Gerson Reichert. Foi através destes valorosos colegas que lapidei meu olhar, meus conceitos, e meu próprio processo artístico. Seria uma dica muito importante para quem deseja formar atelier, escolher bem os artistas com quem irá conviver, pois pode ser fundamental para seu desenvolvimento.
Aspectos formais, composição, dinâmicas de olhar, etapas de processo, paciência e diálogo com a obra e por fim, a importância dos estudos práticos, da produção permanente, das leituras, das pesquisas, de pensar em arte mesmo quando não está fazendo-a, das formas de percebê-la e finalmente dos aspectos de individualização.
Nesse período eu ia em todas as exposições que me convidavam, embora foi aos poucos que comecei a ser convidada. Valorizava bastante estes convites e era uma grande espectativa ir nas exposições e conhecer os trabalhos dos artistas, muitos que pouco conhecia. Íamos muitas vezes em bandos da faculdade e depois saíamos e conversávamos sobre a exposição que tínhamos visto. Olhávamos os trabalhos com interesse, embora nessa época já era mais difícil ter um momento de fruição que não fosse interrompido ou que fosse mais rápido, para logo em seguida poder gozar do momento social.
2007 as coisas já eram bem mais duras, mais sólidas, e minha apreciação da arte bem mais crítica, embora ainda tivesse muita flexibilidade em relação ao conceito de arte. Foi quando a Bienal B e seus 300 artistas cairam sobre mim. Foi realmente uma experiência incrível de diversidade, processo artístico e níveis de qualificação. Se ainda me faltavam alguns fatores de investigação para subsidiar minhas pesquisas, durante o gerenciamento deste grande projeto pude ter acesso aos mais diferentes processos dentro do sistema de arte. Insituições, políticas de marketing e financeira, políticas públicas para a arte, interesses do sistema erudito, falácias do dito underground alternativo, crueldades do sistema, a diversidade dos grupos de artistas atuantes e a personalidade de cada um destes grupos - os iniciantes, os maduros, os clássicos, os professores, os revoltados, os criativos e participativos, os queridos não-geniais e os grosseiros talentosos entre tantas outras personalidades artísticas- e uma enorme experiência em relação ao público da arte, que basicamente se compões de quem se envolve com ela e que pouco consome porque artista acha que já que é artista e não faz muito sentido comprar arte (???) e eu acho isso tão estranho... e nesse sistema aprendi o quanto artistas tem pouco auto-crítica, embora também aprendi o quanto é difícil se ter auto crítica enquanto não entende-se como o sistema funciona.
Nessa época só conseguia olhar os trabalhos correndo como se folheasse rapidamente uma revista, isso quando conseguia fazê-lo. O social da arte tornou-se tão impositivo que mal conseguia entrar na exposição e já me dividia em cumprimentos. Não havia mais papos sobre arte, não se falava da exposição em si e muito menos dos trabalhos. Os comentários ou eram felizes com a realização ou críticos sobre o conjunto da exposição ou do próprio projeto. Havia um excesso de coisas acontecendo ao mesmo tempo e eu estava no olho do furacão. Minha produção artística parou por completo, deixei-me levar pelos acontecimentos e submergi em meu próprio tsunami de informações que eu sabia que mais tarde seriam subsídios riquíssimos e importantíssimos, como o tempo comprovou que foram. Nessa época eu tranquei a faculdade. Vivia para o social da arte e a circulação em seus mais diversos nichos. Consegui me aprofundar nos meandros das políticas do sistema de arte, que como toda política, não são fáceis, muitas vezes cruéis, panelinhas ou supérfluos, e muitas vezes bem distantes daquilo que chamamos de espírito criativo, inovador, mas por outro lado, responsáveis pela sua manutenção e visibilidade.
Tomei um fartão de exposições e tive um daqueles tilts que parece que a gente vai desistir de tudo e o que se quer é ficar num canto quieto. Comecei a sentir uma grande falta de produzir. Me cansei da arte erudita e me joguei com tudo nas vertentes de arte urbana. Pesquisei graffiti, pixação, me dei conta de minha própria urbanidade e me localizei na cidade e no mundo. Mas meu tempo de produção era realmente muito restrito e me restringi à coletas de informações. Terminei esse ano muito cansada e estressada, mas realizada com os resultados que apesar de não ter tempo nem equilíbrio emocional para analisar, sabia que eram positivos.

2008 retomo a faculdade com a intenção de me formar no final do ano. A convivência com os colegas era apenas de cumprimentos educados ou trabalhos forçados a serem em grupos que eu resolvia com trocas de e-mails. não existia mais nada de convívio boêmio, nem análises de arte que não fossem exclusivamente pedidos pelo professor. Começo a refazer minha vida pós-Bienal B. É o ano da criação da AZUL Produtora Galeria, onde faço de minha casa, meu atelier e posteriormente espaço público de galeria. Torno-me marchand ("dos pobres" rsrsr) porque no início, assim como falta auto crítica ao artista amador, faltam ainda mais insformações ao marchand amador, pois são rpecárias as informações de referência para quem quer se aventurar neste campo de atividades. Pelo menos minha auto-crítica sabe que a AZUL caminhava muito mais no campo da experimentação de idéias do que no formato clássico de galeria. Me baseava nas experiências visuais locais da Subterrânea e da Feira de Arte Contemporãnea DESVENDA e também nos formatos e experiências da Casa da Xiclet, espaço em São Paulo similar à AZUL, apesar disso minhas curadorias e venissagens tinham uma personalidade própria bem original. Essa experiência tem me aproximado muito do público e me fez tomar cosciência de uma série de critérios estéticos presentes nas suas escolhas. Enfim, a experiência da AZUL é bem relatada no site www.azulgaleria.com.br
É claro que esta experiência como produtora e marchand, vieram compor com meus conhecimentos acadêmicos. O fato de ter um emprego e ainda as atividades da AZUL, esgotaram meu tempo para fruição e social paralelos. Fica muito difícil ir às dezenas de eventos artísticos semanais de Porto Alegre, tendo tanto por fazer. Esse foi um fator de modificação nestes poucos anos. De uma Porto Alegre com poucas opções de 2002, temos um efervescente e entusmecido cenário em 2008 e não tenho modéstias em afirmar que a Bienal B, criação minha, teve grande participação nesta guinada de produção artística da cidade. Mesmo afastando-me do projeto, a AZUL toma muito tempo e mesmo tentando minimizar as atividades paralelas, minhas relações artísticas e sociais são tantas que torna-se bem precária a qualidade de minhas interlocuções e intercâmbios, apesar do sucesso contextualizado dos eventos que promovo.
Os amigos da faculdade permanecem e, com seus trabalhos, carreiras e projetos formam uma rede, a qual me incorporo, de idéias híbridas e derivadas de fomento criativo, ampliando possibilidades de produção na área artística.

2009 - Atualmente tenho tentado resgatar meu tempo de produção em arte, estou voltando para a pintura, através da aquarela e dos aspectos formais da composição pictórica em experiências tridimensionais e performáticas.
Não vou mais em todas as exposições a que sou convidada e quando vou são exclusivamente por 3 critérios: OU ela é de pessoa amiga que socialmente obrigatoriamente devo prestigiar, OU estou passando na frente e acho um passeio agradável, OU é de algo que realmente considero que tenha uma técnica que possa me surpreender, tanto no sentido formal quanto nos sentido poético. Essa última são as exposições para as quais me reservo e tenho espectativas. Pode acontecer de uma mesma exposição ter as 3 qualidades.
Atualmente conheço quase todos os artistas de Porto Alegre, entre os maduros e os iniciantes, assim como já vi recentemente a produção deles, e isso me faz com que eu deixe de ir em suas exposições porque já sei o que vou encontrar ou estou cansada e pouco motivada. É claro que estes trabalhos, vistos mais demoradamente, teriam um outro valor e cresceriam em poética, mas se é pra ver assim, rapidinho, durante uma reunião social, onde a fruição normalmente é bem prejudicada, me abstenho ou deixo para um outro momento em que o acesso seja mais cômodo.
Quero tranquilidade, atuar brandamente e com qualidade, com atenção ao que estou fazendo e não na angústia de cumprir 5 editais ao mesmo tempo só porque eles existem.
Como dá pra ver, a forma de encarar uma exposição, muda muito entre o antes e o depois de uma profissionalização artística. Esse processo de amadurecimento da percepção é inerente, mas acho muito interessante notar como era essa percepção antes de tudo isso, pois é lá que reside a percepção do público de arte. A ingenuidade dos primeiros anos da faculdade é a mesma de quem faz um quadro pela primeira vez e se sente artista. E é esses parâmetros que regem os leigos em arte, para os quais todos os nossos conceitos de artista, nossas subleituras e arquétipos não passam de "arte contemporânea esquisita" ou para quem somos metidos e falsos. Ter uma interface amigável que nos aproxime uns dos outros, isso sim é uma arte.

Aquarelas de Outubro 2009
Faz tempo que não posto nada por aqui. Parei quase completamente em função da gestão artística da AZUL Produtora Galeria, meu querido projeto laboratório sobre tudo. Esse tempo todo me proporcionou muitas experiências e reflexões. Uma destas reflexões é o hibridismo que acontece na aquarela entre o desenho e a pintura e que tanto me favorece. As vezes brinco com o não figurativo, me delicio com os diálogos com a composição, mas chega uma hora que sinto falta da forma reconhecível, e o que era mancha sugere um bicho e assim vem vindo uma aquarela onírica, sombria e sinistra, feita de transparências coloridas. Sinto falta da gestualidade, do fazer sensível. To um pouco enfastiada de tanta reflexão, sacação, conceito, ready made, assemblage, exposições, bienais, aaaaahhhhhhhhhh quero voltar pro útero, pras tintas, pra mim mesma, pra doçura de uma tarde quente e preguiçosa de verão, com alguns poucos e íntimos amigos pra conversar ou apenas meu amado gato Pinguim por companhia enquanto faço minhas aquarelas olhando o jardim e sentindo a aragem no rosto junto com carinhos de sol e sombras. E tá ótimo...
Estou com muitas saudades de mim mesma e minha maior diversão e esperança é programar desprogramar tantos compromissos sociais. Quero tecer vagarosamente manchas e linhas que assumem vida própria e se tornam personagens de um imaginário orquestrado pelo som do vento, da vegetação e dos milhares de sons que já são presentes todos os dias em nossa vida, como o nascer do sol e seu poente. Quero pensar em toda essa beleza e me encantar com ela, sem ninguém me cutucando pra dizer algo fútil ou cabeção. Quero o silêncio da observação e talvez um comentário que seja apenas um sorriso de satisfação compartilhada. Chega de tanta empáfia, tantas certezas, tantos conhecimentos e celebridades que absolutamente perdem seu significado diariamente ao serem atropelados por mais informação, muito mais celebridades e tantas outras certezas e opiniões. Me angustia a insistência social da participação no salão, no prêmio, na coletiva, na vernissage, na bienal, no seminário, no debate....que saco!Agora esgotou, enchi, cansei. Vou procurar a essência e o sossego com a paz divina de não precisar me esforçar todos os dias para manter um mito.

Agora simplesmente sou...sou bebum, irreverente e livre. Já conheci os códigos de perto e tudo que sei é que não preciso dessas dores e angústias, duvido muito dessas verdades e não há esforço criativo que valha algo para além de você mesmo, logo, nada mais importa que minha paz e felicidade e que não existe heróis, eu não sou herói e nem quero mais ser... faço aquarelas, ponto.
Por enquanto tá bom.
Durante essa nova transição está ótimo.
Nunca definiram se a aquarela é pintura ou desenho. Sempre quis ser uma pintora, mas com muito mais talento para os gráficos, para a linha. Quem sabe se não é no hibridismo da aquarela que reside meu paraíso onírico e poético.
Dia do Artista Plástico 2009

Comemoro esse dia 08 de maio de 2009 com a publicação de mais dois trabalhos de minha linha de transparências tridimensionais. É a coisa tá indo para escultura mesmo, mas ainda assim penso em pintura, ainda assim acho que procuro veladuras e sobreposições, mas isso lá debaixo de todas as relações que envolvem estes trabalhos. Tenho feito outras descobertas, como por exemplo a gestualidade da trama, desenhar ao tramar, pensar que a trama de camadas transparentes vai desenhando linhas e planos e camadas de fibras plásticas. E esse "plásticas" pode ser lido exatamente assim, cheio de duplos e triplos sentidos. To adorando trabalhar com isso e penso em vários pequenos objetos como esses em uma instalação gigante tramada com esse material, estabelecendo um universo de "penetrar".Outro detalhe interessante é a curiosidade sobre o que exatamente se encontra coberto pela trama "musculatura" da "fibra" muscular plástica? Se no contraluz já instiga, ao vivo é muito engraçado essa relação de olhar internamente, e acho que isso é bom no sentido de que se vc se aproxima pra tentar descobrir de que são feito os ossos, necessariamente terá de reparar nas fibras.
Veja que de certa maneira continuo ligada ao maldito tema de figura humana. Por falar nisso, pensando na exposição de corpo humano em cartaz, seria bem oportuno lançar esses trabalhos rsrsrsrs

Sutilezas para Olhar

Em algum momento é hora de mostrar, ver o que acontece, até que ponto estamos comunicando ou como estamos comunicando.
Sutilezas para Olhar é uma exposição que sugere a possibilidade de observar materialmente os planos da pintura e os conceitos de veladura, bidimensional e volume.
O tema, que gira em torno da figura humana feminina, é somente um pretexto para a construção de repertórios técnicos e formais que se acumulam nas transparências do tecido (voil) e que se incorpora no trabalho com uma trama própria proposital , onde tudo soma para a sugestão de tridimensionalidade e movimento.
Leveza, sugestões ópticas, movimento e uma poética agradável são as propostas da exposição que o público irá encontrar em Sutilezas para Olhar.




Na verdade, trata-se de uma exposição de resultados de pesquisa sobre transparências, uma série que no momento se encerra com esta apresentação de resultados, mas que foi fundamental enquanto processo criativo para decisões que irão levar a uma qualificação dos suportes.
A Busca Velada
Sigo no caminho da pesquisa de transparências. Descobri que na maioria das coisas que já fiz, seja pintura, asssemblage, foto, desenho, aquarela, tudo isso junto...estou sempre pensando pintura, especificamente na veladura. Essa antiga técnica renascentista que pintava deixando entrever cores, confundindo o olhar, desconstruindo a visibilidade das obviedades...



Estudos para II Convocatória de Arte Plano B

Bioplastic Blue Fly



- A madeira é viva e orgânica. Vida e morte em si. Palco e protagonista das relações de urbanidade. Tem cheiros, sujeiras, imperfeições. Tem uma identidade que lhe faz única em cada centímetro aparente, pintado ou embalado. Frágil, deteriora, mofa, morre, pulveriza-se, sofre com o tempo...
- O plástico é hermético, impermeável e ao mesmo tempo flexível, remete ao laboratório, à embalagem que se adapta protege e também isola, industrialização do artificial, seu brilho é a própria vida virtual dependente de uma luz que não é sua, seu tempo é suspensão.
- E entre estes dois contrapontos, erege-se a linguagem, o diálogo, a pontuação da forma e da tinta, que irá caracterizar, acentuar, os pontos de construção desse objeto, suas sutilezas, percursos de olhar e relações.
A pesquisa continua...e o trabalho só começou...Uma Bienal para Porto Alegre
2009 é ano de Bienal do Mercosul que desde sua última edição vem refletindo sobre suas relações não apenas com a arte propriamente dita, mas como sua presença afeta o público local. Tenho certeza que os diálogos que se estabeleceram entre uma Bienal que buscava a legitimidade globalizada e os movimentos artísticos paralelos locais construídos com linguagens alternativas e populares, foram experiências assimiladas e recodificadas para a seleção da nova curadoria e construção da VII Bienal do Mercosul e vejo nisso um dado relevante e positivo. (...)
(...) ...e espero que toda essa operação cultural respingue nos esforços da classe artística local, brava gente brasileira, que também está na expectativa dos diálogos que possam se construir e fomentar, de um sistema de artes mais humano, mais popular, mais democrático, que não seja apenas um mercado para poucos, mas uma dinâmica e desmitificada aproximação entre público e arte gerando "um lugar ao sol" para todos os seus profissionais e agentes, principalmente estes, que vivem em Porto Alegre.
Acesse o link e leia mais sobre a nova curadoria da próxima Bienal do Mercosul e nossas expectativas sobre o assunto.
http://textosdebenedyct.blogspot.com/2008/08/uma-bienal-para-porto-alegre.html
Biofire - 60 x 80 cm


Reflexão Cotidiana
Mais do que imagem digital, o conceito se completa nos erros propositais de ortografia, que sugerem relações com as questões de escolaridade e também ao próprio símbolo da situação expressada através da "carroça do papeleiro".
A relação entre as palavras que compõem os trabalhos e suas imagens associadas, foram cuidadosamente elaboradas tanto na forma quanto no sentido, possibilitando relações e interpretações para além de sua apresentação aparentemente inocente, lúdica e popular. Buscou-se através da forma e significado aparente, a construção de um mecanismo de reconhecimento e identificação, que, no estranhamento da ortografia e associação com o desenho, remetessem à reflexão, fazendo uma contraposição natural entre a seriedade e a banalização da situação.
Novos Tempos - Julho 2008
É necessário existir o tempo da reflexão
De observar, aprender, sorver a vida
Saber reconhecer suas possibilidades
A poética da adversidade também tem sua beleza
A complexidade harmônica da articulação das coisas
Então após conceitos, tarefas cumpridas, exercícios, assimilação de técnicas
Existem tempos de deixar-se ir...Um pouco de liberdade criativa
Um pouco de apenas ser
Um pouco de apenas fazer fazendo
Humm como isso é bom...(sorriso)
As Aventuras de B Super!!!
B Super é um novo conceito artístico de fazer performance, ou fotonovela, ou filosofia barata.
B Super é meu mais novo fanzine, super bem impresso, tecnologia de ponta, com infinitas possibilidades já que descobrimos que pra fazer 100 fanzines paga-se somente 20 pilas e isso é o Máximo!
B Super já nasceu poderosa, com seu próprio site. Acesse o link especial ao lado e divirta-se muito!
Estratégias Profissionais que dão certo

Gostaria de conversar sobre produção de Exposições?
Clique ali e veja mais.
Look at Me in Italy!
Em função da Bienal B, muita gente conheceu muita gente.Em alguns casos, o que era apenas uma troca de informações, acabou virando um amistoso e rico intercâmbio. Vale a pena visitar o blog de Sandra Miranda não só porque estou lá, mas porque tem pinçadas opiniões sobre a cena artística européia muito interessantes.
http://sandramirandap.blogspot.com/
Agradecendo à Sandra, adorei o termo "a piece of art", bacana né?!
Conheça mais de Sandra Miranda no site da Bienal B:
http://www.bienalb.org/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=27
Processo Artístico


Assemblage – Site Itaú Cultural //www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=325
http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/Members/julmonachesi/entrevistas/nuno
http://www.canalcontemporaneo.art.br/blog/archives/000683.html
Action Painting – Site Itaú Cultural
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=350
Aplauso: http://www.aplauso.com.br/site/portal/detalhe_notas.asp?campo=1012&secao_id=17
RIZOMA.NET - Site muuuinto legal sobre arte: http://www.rizoma.net/interna.php?id=153&secao=artefato
Textos e Idéias
Resolvi separar um pouco as imagens dos meus textos, Assim, aproveite o priovilégio de acompanhar isso...
É quase um "big brother artístico"....
PRESENTE VIRTUAL AQUI!

PERFORMANCE EXECUTIVA
Esclareço desde já, que a citação do funcionalismo público refere-se
ao conceito de toda uma situação onde a criatividade é mal aproveitada
ou preterida em função de "habilidades mais funcionais" que forçam
iniciativas produtivas ao limite da banalidade. Trata-se de uma figura de linguagem.
Nossos respeitos a todo o funcionário público que leva seu trabalho à sério.
http://it.youtube.com/watch?v=Jm2UCzA2Epo&feature=related
Performances Sonoras
Observando, constata-se uma afinidade entre os signos e significantes sonoros com os signos e significantes plásticos.
Stencil por ai...

Pequenas guerreiras

Dois desenhos sobre papel, 30 x 30 cm aproximadamente, feitos de pincel atomico.
Exercícios de criação e gesto com a absoluta e lúdica vontade de criar stencil....

Paisagem Urbana
Este quadro é mais um daqueles casos que considero
que a pintura está harmonizada com o stencil
criando uma composição bacana e envolvente.
Tam. 65 x 65 cm, acrílica sobre tela.
Pictoriedades

Nem desenho, nem pintura, nem escultura, mas tudo junto. A presença da tinta não é a pintura, mas meio para obter/localizar um ponto de cor, tanto quanto a estrutura/bastidor é tão cor quanto o tom do papel kraft. Planos e manchas de pintura que se estabelecem por sobreposição de elementos e dos espaços entre estes elementos, mais ou menos iluminados, mais ou menos escondidos/revelados, mas sempre com uma intenção decidida de presença incorporada ao espaço e tempo do observador. (Trabalhos de 2006, que contribuiram profundamente para o processo atual, 2008)
Seguindo pesquisas...novos trabalhos

na Galeria Bolsa de Arte,
Rua Quintino Bocaiúva, 1115,
Porto Alegre/RS
Dias 15/16de dezembro de 2006
Orientações em Atelier

- Agradáveis orientações sobre pintura, desenho, aquarela e técnicas diversas
- Reflexões sobre processo criativo, orientações para pesquisas, construção de proposta, análise da obra, referências
- Material de apoio no local
- Delicioso "Tea Break"
- Módulos de Aprendizagem Independentes
- Critérios de Observação e Construção da Pintura: Perspectivas, Planos, Linhas, Cores
Totem

Ao vivo é bem melhor que na foto (pra variar). Se você verificar um trabalho mais recente, lá no início do site, verás que aquela mulher recortada se transformou e muito...Esses dois trabalhos têm quase dois anos e foram o início do processo que me levou aos trabalhos atuais.
Currículo Benedyct
Curriculum Vitae - Gaby Benedyct Dados PessoaisOrigem: Porto Alegre, 1966
Formação: Instituto de Artes - UFRGS
End.: Centro, Porto Alegre
(51) 8154.8037
E-Mail benedyct@gmail.com
Apresentação
"Sempre mantive atividades com artes e comunicação. Acredito que minha força de expressão é quase incontrolável, motivo que decidi focar no desenvolvimento de minhas capacidades artísticas. Muitos fanzines, produtoras, agências de publicidade, produção e promoção de eventos culturais, shows, desfiles, performances, criações musicais, plásticas, cenográficas, vídeo, entre outros.
Assim, buscando legitimidade para estes trabalhos, em 2003, tornei-me estudante de Artes Plásticas na UFRGS, a princípio com ênfase em pintura, flertei com a gravura e a fotografia, novas linguagens e novos meios tecnológicos e descobri que o mais legal era misturar tudo, que a transdiciplinariedade é moderna e me apaixonei pela ASSEMBLAGE, como técnica, conceito e estilo de vida. Em 2006, fiz curso de Locutora/Apresentadora pela FEPLAM - Porto Alegre e produzi e apresentei pequenos programas especiais sobre Artes Visuais chamados SPAZIO, na ULBRA TV. Esta experiência foi fundamental para motivar novas iniciativas e projetos voltados para o fomento da profissionalização do cenário artístico gaúcho, como a Bienal B e atualmente a pesquisa in progress AZUL - Micro Galeria Informal.
Exposições e Atividades Artísticas Recentes
PORTO ALEGRE - 2008
- Criação, publicação e distribuição de 03 edições diferentes de fanzines, entre eles, As Aventuras de B Super, distribuídos entre janeiro e junho, em vernissagens e eventos culturais.
- Palestrante convidada para Seminário realizado na AABB - "Caminhos de Articulação entre Arte e Mercado" - Maio
- Implantação e administração da AZUL - Micro Galeria Informal, projeto de pesquisa e fomento cultural, voltada ao desenvolvimento de parâmetros de sustentabilidade da arte e seus agentes - Maio.
- Organização e Realização do evento Escambo, seguido de exposição, na AZUL - Micro Galeria Informal - Julho
- Organização, curadoria e realização da exposição do artista TRIDENTE, na AZUL - Micro Galeria Informal - Agosto
PORTO ALEGRE - 2007
Coordenadora Geral Bienal B
Participação na mostra coletiva ESSA POA É BOA, no grupo do artista André Venzon
Diretoria da Associação de Artistas Plásticos Chico Lisboa - Secretária
Ocupação nº 1 - Coletiva no SESC Alberto Bins - Fevereiro e março
PORTO ALEGRE - 2006
- Ateliê compartilhado com os artistas Gerson Reichert, Adawany Zimovski e Luciano Montanha - Janeiro a Novembro
- 20 x 20 - Exposição Coletiva da Associação Chico Lisboa na Bolsa de Arte, dezembro
- MEMÓRIA COLETIVA – Individual de pinturas na Galeria do Tribunal de Justiça do RS, Setembro
- CONSOLIDAÇÃO – Exposição coletiva do Museu de Arte Contemporânea/RS (MAC/RS)
Agosto/Setembro
- Criação e Publicação do Fanzine ZinArte com tiragem de 400 un.e distribuição circuito cultural de POA, Julho
- Cenografia especial para espetáculo Tangos Show, no Café do Lago, Parque Redenção, Março
- Produtora e Apresentadora do programa SPAZIO - Drops de Arte, diariamente pela ULBRA TV
Canal 48UHF ou 21 da NET, de 01 de novembro 2005 a março 2006
PORTO ALEGRE - 2005
Exposição com a artista M.Sol Casal, Fotonovela, no café e espaço cultural PINACOTECA, em Junho
Exposição com o artista Gerson Reichert, na Galeria João Daudt d´Oliveira, do Hotel SESC Campestre, em Agosto
Exposição Coletiva MAC, Mostra de Arte Contemporânea, realizada pela FABICO/UFRGS, em Novembro
PORTO ALEGRE – 2004
Cenografia com quadros para show de Sandra Reis Cenografia especial para show/turnê - A Estagiária, da Banda Fróide Explica, Junho
Criação Edição e Publicação do Fanzine ZinArte com tiragem de 400 exemplares e distribuição circuito cultural de POA, em Outubro
Criação Edição e distribuição da versão cartaz BENDYTA INVASÃO do fanzine ZinArte, Centro de Porto Alegre, em Novembro
PORTO ALEGRE – 2003
Exposição Individual Urbanidade no espaço cultural do Feito à Mão Café, com curadoria de Fernanda Ayub - Junho
Exposição "Um brinde a Voce" no Café Cultural do SESC da Alberto Bins de Agosto a Setembro
CANOAS - Novembro 2003
Coletiva no Hall da Faculdade de Direito da UNIRITTER













































